Atalhos: utilize com moderação

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Durante uma live no Instagram da WTW, Sidnei Oliveira, escritor, palestrante e fundador da Escola de Mentores, destacou que o profissional do futuro é aquele que privilegia o protagonismo, em detrimento da reação, isto é, que efetivamente coloca ações em prática e não apenas responde a comandos exteriores. Para praticar ações é preciso tomar decisões, ato que, de acordo com Oliveira, respalda-se em cinco aspectos: questionar, obter informação, alinhar com a expectativa, tomar de fato a decisão e obter o resultado. Contudo, em um mundo com abundância de informação, ocorre um atrofiamento dessas cinco etapas.

 “Estamos observando as pessoas deixando de ser protagonistas ou deixando de agir. É preciso reagir em algumas circunstâncias, é claro, mas a vida não pode ser apenas de reação. Precisamos correr riscos, protagonizar. O profissional que só reage está fadado a não sobreviver porque é substituído pela tecnologia”, afirma Oliveira.

E é nesse processo de esquivar-se dos riscos, evitando o protagonismo, que muitas pessoas recorrem a atalhos. Porém, não há modelos prontos, ou receitas que atendam às diferentes individualidades e trajetórias diversas. “Costumo dizer que o atalho é estratégia, mas não podemos fazer um caminho só deles. Não podemos ser tolos de desperdiçar algum atalho ou alguma facilidade circunstancial. É estratégico ou não? Moralmente aceito ou não? Ético ou não?”, questiona Oliveira, reforçando que “o atalho às vezes funciona, outras não, porque não é o caminho”, sendo assim, uma trajetória construída sobre atalhos é rasa, implicando a perda de autenticidade, constância e firmeza, características cada vez mais valorizadas nos profissionais contemporâneos.

Desse modo, é possível buscar autenticidade, constância e firmeza quando se exerce o protagonismo. “O que é ser protagonista? Quando você sabe que a culpa é sua”, enfatiza Oliveira. “Quando jogamos a culpa para o outro, ou outra circunstância, deixamos de ser protagonistas. Não quer dizer que somos culpados por tudo, mas temos uma parcela em tudo que nos envolvemos”, diz.

E você, está agindo ou reagindo?

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