Cidades inteligentes olham para as pessoas

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O cenário que estamos vivendo fez com que a sociedade direcionasse ainda mais o olhar para as cidades e entendesse o papel de cada um no futuro da mobilidade sustentável. “Cidades inteligentes são aquelas que têm como centro das discussões as pessoas. Não é uma questão de ter uma cidade toda digital, mas sim de pensar de que forma a tecnologia pode contribuir e entregar serviços mais eficientes para o cidadão, e gerar mais qualidade de vida”, explica Raquel Cardamone, CEO da Bright Cities. 

Há vários exemplos de cidades inteligentes pelo mundo, e todas elas têm relação com deslocamentos mais eficientes. A prefeitura de Paris, na França, estuda adotar o projeto “la ville du quart d’heure” (a cidade de 15 minutos, em português), que propõe acabar com a necessidade de carros e tornar tudo a uma distância caminhável. Entre as iniciativas que fazem parte do plano de Paris, estão a construção de escritórios em bairros onde há escassez de trabalho, a transformação de estacionamentos ociosos em florestas urbanas e o incentivo ao uso de bicicletas. 

Aqui no Brasil, a dificuldade de implantar projetos revolucionários como o de Paris fica por conta do poder público, conhecido nacionalmente pela intensa burocratização e falta de foco no que é importante, de fato, para população. Apesar de reconhecer os problemas, a CEO da Bright Cities, startup que atua junto às prefeituras apoiando transformações nas cidades, vê um futuro otimista. “Tem uma parte burocrática do poder público, os processos de licitação são muito antigos, mas estamos conseguindo, estamos vendo um crescimento grande do interesse público em cidades mais inteligentes. Os desafios são imensos, precisamos da pressão da população para cobrar iniciativas, e do apoio dos sistemas privados”, lembra ela. 

Confira algumas características de uma cidade inteligente: 

  • Incentiva a mobilidade eficiente e sustentável 
  • Busca novas tecnologias para melhorar a vida da população  
  • Aposta em áreas urbanas de convivência 
  • Promove a inovação nos serviços públicos  
  • Evita o desperdício nas mais diversas esferas 
  • Incentiva o desenvolvimento urbano com foco no cidadão 
  • Dá vontade de viver nelas, né? 

3 respostas

  1. Hoje não vejo nada similar para a nossa realidade, visto as obras para a copa do mundo, onde em muitas cidades nem se quer foram terminadas. Infelizmente boas ações no Brasil não costumam ter finais felizes.

  2. Boa iniciativa. Se nossos poderes: executivo, legislativo e judiciário mudassem sua preocupação em manter o status quo de acumulador de riqueza pessoal para criar e implantar ações para a população poderíamos redirecionar nossas atitudes da antiga lei de Gerson “levar vantagem em tudo” para o desenvolvimento de uma nação voltada para o desenvolvimento econômico da sua população.
    Nós habitantes mais preparados desse país deveríamos investir no desenvolvimento de uma cultura menos egoísta para alcançarmos um futuro mais justo socialmente e economicamente da nossa população.
    Atualmente muitas entidades beneficentes preocupam-se em custear os necessitados através de contribuições financeiras e/ou alimentícia, realmente necessárias para a grande maioria da população brasileira. Entretanto, falta o essencial que é a formação de uma cultura para a população mais abastada que alavancasse o desejo coletivo de incutir conceitos políticos para transformar os interesses pessoais em interesses para a coletividade.
    Minha sugestão é para reunir esforços na formação de uma nova classe política através de debates e cursos que incentivassem essa nova visão de defender e discutir interesses de cidadania e não individualista.

  3. Acredito que o que falta aqui no Brasil é falta de incentivo, dinheiro para o investimento inicial, e também por falta de vontade dos governos estaduais e municipais.

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