Os impactos do nosso comportamento na mobilidade

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O último ano passou como uma avalanche por todos nós. Impactou a maneira como nos relacionamos, como trabalhamos, como estudamos, como nos exercitamos, como consumimos, como nos movimentamos. São essas alterações de comportamento que vão ditar os rumos da vida urbana e da nossa sociedade pelos próximos tempos.

No caso da mobilidade, a pandemia reforçou a importância de discuti-la nos eixos do planejamento urbano e da infraestrutura de transporte, mas especialmente, pelo ponto de vista das questões comportamentais. Por mais que seja necessário investimentos em planejamento e transporte, vimos o quanto o comportamento social muda drasticamente o ambiente e o quanto a mudança de hábito de uma pessoa tem influência no coletivo.

Confira alguns dos hábitos que vieram para ficar:

  • Trabalho remoto: o trajeto diário casa-trabalho-casa, que era responsável por pelo menos metade de todos os deslocamentos feito nas cidades, parece não fazer mais sentido. Pelo menos para as áreas onde o “estar presente” não é essencial. A flexibilidade de jornada se apresenta como uma solução mais eficiente em vários sentidos. Tudo leva a crer que veremos cada vez mais um modelo híbrido, que equilibra o presencial e o remoto e dá mais autonomia para o colaborador.
  • Mobilidade ativa: a busca pela saúde e pelo bem-estar estão no topo da prioridade da grande maioria dos brasileiros. Isso faz com que a escolha por uma mobilidade mais ativa, como a da bicicleta, por exemplo, seja impulsionada. Além de contribuir para uma vida mais saudável, também é uma opção “mais limpa” do ponto de vista ambiental e da poluição do ar.
  • Compra online:  consumir pela internet deixou de ser um hábito dos mais conectados e passou a ser uma realidade na vida da maioria dos brasileiros. Seja um pedido no restaurante, na farmácia ou no seu e-commerce favorito, até as compras no supermercado. Tudo online e resolvido com poucos cliques. Ao invés de você ir até o produto, ele chega até você. Uma nova lógica de mobilidade que traz novos serviços para um novo cenário.


Tenho certeza que você aderiu a pelo menos um deles nos últimos tempos. Isso mostra o quanto a mobilidade está ligada à nossa qualidade de vida e aos nossos hábitos diários. A pergunta: “será mesmo que eu preciso me deslocar para fazer isso?” está ganhando cada vez mais novas proporções. O que será que ainda está por vir?

3 respostas

  1. Realmente aderi a práticas alternativas de mobilidade, a maioria delas se mostrou bastante eficaz. Porém, mesmo na praticidade deste modelo híbrido, estou me ressentindo, depois de um ano, de algumas atividades presenciais, a exemplo de aulas, palestras, conversas. O contato humano é insubstituível, já estou me sentido e vendo os outros não mais do que hologramas dentro de uma telinha de notebook ou celular. O calor humano, assim mesmo, se faz presente porém nada melhor do que “ao vivo e a cores!”

  2. Trabalho com Mobilidade Executiva no Aeroporto de Congonhas, e percebi que meus clientes senten inseguros durante o vôo, por não ter espaçamento entre passageiros. Está situação inibiu a fazerem mais viagens de avião.

  3. Acredito que a força do trabalho presencial deva voltar, pois tornou o trabalho distante, muito perderam suas funções. Tornou o trabalhador desleixado com suas funções .

    Há uma importante luta dos empresários para o retorno ao trabalho. Os desmandos dos governadores e prefeitos estão atrapalhando a economia do país. Muitas demissões, prejudicando as famílias, fazendo voltar a inflação. Temos que mudar a forma de agir.

    Os governadores e prefeitos iiberam uma ano de pandemia e não souberam se planejar para melhorar a situação.

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