Pratique a Comunicação Não-Violenta

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Conflitos, desentendimentos e falhas são inevitáveis até nos times mais eficazes. Contudo, discordar de maneira saudável exige esforço, compaixão e respeito. Nesse sentido, a aplicação da Comunicação Não-Violenta (CNV) nas companhias indica um horizonte no qual o diálogo ganha destaque, isto é, menos punitivo, discriminatório e violento. 

Para Diana Bonar, diretora especialista em gestão de conflitos e Comunicação Não-Violenta, prezar por uma comunicação não agressiva é privilegiar uma abordagem mais humana nas relações, o que vai de encontro com os padrões culturais aos quais estamos acostumados. “Todos fomos criados dentro de um paradigma que incita o medo, a culpa, a vergonha. Aquele jargão que diz, por exemplo, manda quem pode, obedece quem tem juízo, está presente na forma de pensar de muitos gestores”, sendo assim, “não adianta fingir ou tentar manipular a linguagem porque a forma como a pessoa pensa vai transparecer”, afirma a especialista.

Nesse sentido, Juliana Calderón, especialista em Comunicação Não-Violenta, destaca a culpa como um fator preponderante. “Vivemos em um mundo que está pautado pelo pensamento binário, de certo ou errado, culpado ou inocente. Ou você é do bem ou você é do mal, ou você é de esquerda ou você é de direita. É um pensamento muito simplista que acaba invisibilizando a complexidade humana”, diz. De acordo com Calderón, a CNV exerce um papel relevante para que o pensamento simplista seja ultrapassado nas corporações, assim como em outros âmbitos da sociedade. 

Se conectar com o outro é fundamental, uma vez que “por trás de todo comportamento, existe uma necessidade. Todos estamos o tempo todo agindo de forma a atender uma necessidade humana universal, que é o que nos conecta. É nossa humanidade compartilhada. Então, quando conseguimos olhar para isso, reconhecer o que temos em comum, abrimos espaço para o diálogo, para a conexão e confiança”, afirma Calderón.

A Comunicação Não-Violenta exige quatro passos:

1. Observação 

O primeiro passo é observar a situação, levando em consideração todo o contexto em que ela está inserida.

2. Sentimento 

O segundo passo é entender como você se sente com aquela situação, quais emoções são despertadas em você. 

3. Necessidade 

O terceiro passo é compreender a necessidade que está ligada a esse sentimento, afinal por trás de todo sentimento existe uma necessidade e por trás de toda necessidade existe um sentimento. 

4. Pedido 

Após manifestar o que observou até aqui, é preciso fazer o pedido. Nesse passo, é essencial se expressar de forma clara, positiva, consciente, assim garantindo que a mensagem enviada é a mesma recebida. Se você não tiver certeza que seu pedido foi atendido, reformule o pedido para saber se foi compreendido. Se ainda tem dúvida, peça ao receptor da mensagem para repetir o que entendeu.

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